Câncer de Próstata
O que é Câncer de Próstata?
O câncer de próstata é o tumor maligno da prostática. É o segundo câncer mais frequente no sexo masculino no Brasil, perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma. Sua incidência aumenta com a idade, e a maior parte dos casos ocorre em homens com mais de 60 anos. A maior procura por exames preventivos, por parte dos homens, e o aumento na expectativa de vida, tem feito aumentar a incidência desse tumor.
O Tumor de Próstata é agressivo?
A maioria dos tumores prostáticos desenvolvem-se lentamente e não causam sintomas na fase inicial. Tumores de crescimento acelerado não são comuns na próstata.
Fatores de risco para Câncer de Próstata?
Os principais fatores de risco são:
- Idade: a incidência do tumor de próstata habitualmente aumenta após 50 anos;
- Histórico familiar: ter irmão ou pai com o diagnóstico aumenta a chance;
- Raça negra: possui maior chance de diagnóstico, especialmente em idade mais jovem.
Sedentarismo, obesidade, tabagismo também podem estar associados ao aumento da incidência.

Como saber se tenho Câncer de Próstata?
Inicialmente o câncer de próstata não causa sintomas. A suspeita diagnóstica ocorre quando há aumento do PSA, no exame de sangue, ou alteração do Toque Retal. Por isso é importante os homens fazerem exames de rotina a partir de 45 anos de idade.
O PSA é que é a sigla de antígeno prostático específico, uma proteína produzida normalmente pela próstata, e que está muito aumentado quando há um tumor, embora outras alterações como infecção prostática e aumento benigno da próstata também podem fazê-lo aumentar.
O toque retal é o exame físico da próstata, e a presença de nódulos endurecidos faz o médico suspeitar da presença de um tumor. Quando há suspeita de câncer de próstata, o médico indica um exame para confirmação ou exclusão: a biópsia prostática. Nos dias atuais, é recomendado a realização de uma Ressonância da Próstata antes da indicação da biópsia.
Após o diagnóstico do câncer de próstata, o paciente é estudado para se conhecer o estágio da doença e então adequar o melhor tratamento a cada caso. Para isso existe exames como a Ressonância Magnética, a Cintilografia Óssea e o PET SCAN.
Tratamento:
Para saber tratamento adequado precisa-se conhecer o estágio da doença: se localizado somente na próstata, ou avançado, quando tem alguma metástase.
- Tumores localizados habitualmente são tratados por Cirurgia ou Radioterapia. Em casos muito selecionados, como tumores iniciais e de baixo grau de agressividade, pode-se fazer a vigilância ativa, através do acompanhamento por PSA, Ressonância Magnética e biópsias prostáticas seriadas
- Tumores avançados habitualmente são tratados com bloqueio hormonal, no caso da testosterona. Pode-se também utilizar quimioterapia.
É importante saber que o tratamento deve ser avaliado pelo médico e sempre individualizado para cada pessoa, de acordo com o estágio da doença e de suas condições de saúde.
Biopsia da próstata:
A biópsia prostática é um procedimento onde retira-se pequenos fragmentos da próstata para avaliação médico patologista. Essa avaliação é que vai confirmar ou excluir a presença de um câncer. Para realização da biópsia prostática utiliza-se a Ultrassonografia, para guiar o local correto de coleta dos fragmentos.
Atualmente, a melhor maneira de fazer a biópsia é com a fusão das imagens obtidas pela Ressonância da Próstata com as imagens da Ultrassonografia, chamada biópsia de fusão.
Como é realizada a cirurgia para tratamento de câncer de próstata?
A cirurgia para o câncer de próstata consiste em retirar toda a glândula prostática, juntamente com as vesículas seminais, chamada prostatectomia radical. O objetivo da cirurgia é retirar todo o tumor e preservar os nervos ao redor da próstata. Em alguns casos pode ser indicada a retirada dos linfonodos pélvicos
Tipos de cirurgia utilizadas para a retirada da próstata:
Pode ser realizada por cirurgia Aberta, Laparoscópica e por Cirurgia Robótica.
A prostatectomia radical pode levar a incontinência urinária ou impotência sexual.
A incontinência urinária pode ocorrer pois a próstata “abraça” a parte da uretra próxima a bexiga e ajuda a conter a urina. Com o aprimoramento da técnica cirúrgica, isso tem diminuído, e apenas cerca de 15% dos pacientes terão esse problema. Caso ocorra, há vários tratamentos para melhorar ou curar a incontinência.
A impotência sexual pode ocorrer porque os vasos sanguíneos e nervos do pênis correm juntos da próstata. E, portanto, o cirurgião deve tentar preservar esses vasos e nervos para aumentar a chance de recuperação da ereção.
Mas isso depende do grau de avanço do tumor no local. Tumores menores permitem que se faça uma preservação melhor. Caso a impotência aconteça após a cirurgia de próstata, existem diversas maneiras de tratar

Como é feita a cirurgia aberta?
A cirurgia aberta é realizada através de uma incisão abdominal, abaixo do umbigo, onde o cirurgião retira a próstata e liga a bexiga na uretra. Por isso é colocada uma sonda para auxiliar a cicatrização, que permanece uma ou duas semanas.
Como é feita a cirurgia laparoscópica?
Mas a cirurgia laparoscopia é feita com a colocação de 4 a 5 pequenos tubos pelo abdome (de 0,5 a 1,0 cm de diâmetro), sem uma incisão grande. Por esses tubos são utilizados uma câmera, para que o cirurgião opere, olhando para um monitor, através de pequenos instrumentos para se promover a retirada da próstata e ligação da bexiga na uretra.
Como devo me preparar para a cirurgia de próstata?
Antes da realização da cirurgia, o médico deve solicitar diversos exames, bem como uma avaliação anestésica.
O médico deve orientar um jejum de 8 horas para comidas e 3 a 4 horas para líquidos. Se você utiliza algum medicamento, isso deve ser discutido com o médico
Como é o acompanhamento após a cirurgia para tratamento de Câncer de Próstata?
Após o procedimento cirúrgico, o paciente geralmente usa uma sonda urinaria que deve permanecer cerca de 1 semana. Após a alta hospitalar o paciente é avaliado no momento da retirada da sonda. E depois de maneira regular. O acompanhamento do sucesso do procedimento no controle do câncer é realizado através da dosagem periódica do PSA. Em casos de aumento do PSA, deve-se investigar um possível retorno da doença, o que pode indicar algum tratamento complementar.